segunda-feira, novembro 2, 2026
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CONFUSÃO POR BLOQUEIO DE VIA APÓS ALAGAMENTO TERMINA COM DOIS CONDUZIDOS À DELEGACIA EM SANTA ISABEL

Uma ocorrência registrada na Avenida da República, em Santa Isabel, terminou com a intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM) e a condução de duas pessoas à Delegacia de Polícia de Arujá na noite do último domingo (1º de novembro). A confusão teve início após comerciantes e moradores utilizarem um automóvel para interditar a via pública em razão dos alagamentos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o município.

De acordo com informações apuradas, o bloqueio foi montado com a intenção de impedir a passagem de veículos, cuja movimentação na água formava ondas que invadiam um bar e lanchonete instalado no trecho. Motoristas que tentavam trafegar pela via eram advertidos a retornar, havendo relatos de tentativas de intimidação com pedaços de madeira contra condutores que tentavam furar o cerco.

Acionada para desobstruir a avenida e restabelecer o tráfego, a equipe da GCM solicitou a retirada do veículo que fechava o trânsito. A partir desse momento, teve início um desentendimento envolvendo o proprietário do estabelecimento e uma mulher que estava no local. Imagens gravadas por pessoas presentes registraram momentos de tensão física, xingamentos e empurrões contra os agentes públicos, culminando na contenção e condução de ambos ao distrito policial por resistência e desacato.

Nos vídeos que circularam nas redes sociais, populares questionaram a ação dos guardas, alegando suposto uso excessivo da força durante a imobilização do comerciante e apontando a ausência de uma agente feminina no momento da detenção da mulher envolvida no tumulto.

Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito de Santa Isabel, Capitão Martins, esclareceu a atuação da corporação e defendeu a legalidade da medida. Segundo o secretário, a equipe interveio quando o nível da água já havia baixado e a retenção do trânsito não possuía mais justificativa técnica ou emergencial.

“O motivo inicial era evitar que a água entrasse no estabelecimento, mas quando a água baixou, a GCM foi ao local e pediu para que retirassem o veículo e liberassem o fluxo de carros. Houve recusa e desacato verbal contra a guarnição. Além disso, a mulher passou a agredir fisicamente os guardas municipais, desferindo empurrões e chutes, o que configurou o desacato e a necessidade de intervenção imediata”, afirmou o titular da pasta.

O secretário também esclareceu que os dois envolvidos não permaneceram presos, tendo sido conduzidos para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e posteriormente apresentados na Delegacia de Polícia de Arujá para o registro formal de Termo Circunstanciado (TC), sendo liberados na sequência para responder aos atos na esfera judicial. Quanto aos questionamentos sobre a conduta dos agentes, Martins reforçou que a intervenção foi estritamente respaldada pelo dever legal de garantir a livre circulação nas vias públicas e resguardar a autoridade policial diante de agressões físicas e verbais.

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