A coleta de lixo em Igaratá voltou a ser alvo de reclamações de moradores, que relatam acúmulo de resíduos em diferentes pontos da cidade mesmo depois de a Prefeitura ter autorizado um reajuste no contrato do serviço. O aumento de valores havia sido justificado pelo poder público como necessário para modernizar a frota utilizada na coleta e ampliar o atendimento à população.
Segundo extrato publicado no Diário Oficial Eletrônico do município, foi assinado um termo aditivo ao contrato que prevê um acréscimo de 60 toneladas ao volume de lixo já contratado, com impacto financeiro estimado em R$ 368.596,80. À época, o reajuste foi apresentado como parte de um pacote de melhorias que incluiria a chegada de caminhões novos e mais regularidade na retirada do lixo pelas ruas da cidade.
Apesar da promessa de modernização, moradores afirmam que, na prática, o serviço não apresentou melhora. Um dos principais pontos de reclamação é o bairro Boa Vista, onde residentes relatam que a coleta está cada vez mais irregular, com lixo se acumulando nas vias por vários dias seguidos.
Já na região central da cidade, a principal queixa dos moradores é a suspensão da coleta aos domingos. Segundo relatos, a interrupção do serviço nesse dia da semana tem obrigado famílias a armazenar resíduos por mais tempo do que o recomendado, o que se torna ainda mais problemático em dias de calor mais intenso.
Outro fator que tem causado indignação entre os moradores é a forma como o recolhimento do lixo vem sendo realizado em alguns pontos da cidade. Registros fotográficos enviados por moradores ao Jornal Metrópole mostram o uso de caminhonetes do tipo pickup no transporte de resíduos — veículos de pequeno porte, considerados incompatíveis com a estrutura de frota pesada normalmente exigida para esse tipo de serviço essencial.
Diante das falhas relatadas, moradores questionam o destino dos recursos públicos repassados para a execução do contrato e cobram explicações sobre a ausência dos caminhões modernos que haviam sido anunciados como contrapartida do reajuste autorizado pela Prefeitura.
A população pede ainda uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos de controle e dos vereadores do município, lembrando que a prestação eficiente de serviços públicos essenciais é uma obrigação constitucional do Executivo municipal, sujeita ao controle externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) e do Ministério Público.
O Jornal Metrópole procurou a Prefeitura de Igaratá para obter esclarecimentos sobre a execução do contrato de coleta de lixo, o uso das caminhonetes flagradas pelos moradores e as medidas previstas para regularizar o serviço nos bairros citados. O espaço permanece aberto para manifestação do poder público municipal.
Fotos: moradores de Igaratá.





