A Secretaria Municipal de Educação de Arujá apresentou, na última sexta-feira (18/9), o relatório de prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2026. A audiência pública ocorreu na Câmara Municipal e atendeu à determinação legal que obriga o setor a detalhar periodicamente as ações desenvolvidas e os investimentos realizados na rede de ensino.
A condução dos trabalhos ficou a cargo do vereador Juvenildo Barboza, presidente da Comissão Permanente de Educação. Participaram também o secretário municipal de Educação, Aldo Botana de Menezes, e os secretários adjuntos Bruno do Prado e Keila Aparecida.
Durante a apresentação, a pasta trouxe números sobre o atendimento da rede municipal e a execução orçamentária do período. Segundo o balanço, Arujá tem atualmente 10.036 alunos matriculados na rede municipal, sendo 4.214 na educação infantil (creche e pré-escola) e 5.765 no ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. No mesmo período, foram servidas mais de 25 mil refeições por dia e mais de mil estudantes foram atendidos pelo transporte escolar. A secretaria também informou a realização de 29 novas contratações.
No campo financeiro, o município empenhou R$ 82,9 milhões entre maio e agosto deste ano para custear as ações da área da Educação.
Questionamentos sobre infraestrutura e apontamentos do TCE
A segunda parte do encontro foi aberta à participação da população e concentrou boa parte dos questionamentos em torno de apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre a gestão educacional do município, especialmente relacionados à infraestrutura das escolas, necessidade de reformas e manutenção, além da alta rotatividade de profissionais.
Um dos moradores mais incisivos foi o autônomo Gustavo Barrios, do Parque Rodrigo Barreto, que cobrou da Secretaria providências concretas para atender às exigências do TCE. Segundo ele, gastar ou empenhar recursos, e até mesmo construir novas escolas, não deve ser tratado como resultado por si só. Para Barrios, o resultado efetivo é medido pela capacidade do aluno de aprender e pelas condições oferecidas para isso.
O morador também questionou a Secretaria sobre o uso de tendas improvisadas em escolas de educação integral para acomodar alunos e sobre a falta de climatização na escola municipal Julia Mitiê. A pasta respondeu a todos os pontos levantados, reconhecendo as dificuldades apontadas, mas afirmando que trabalha para resolver as demandas da rede.
Sobre a situação da escola Julia Mitiê, a unidade aguarda a liberação de verba federal para a compra de climatizadores. O secretário adjunto Bruno do Prado explicou que a escola conta atualmente com dez turmas de ensino integral e cinco turmas de ensino parcial, e que já foram feitos ajustes na estrutura do prédio, com a desocupação do anfiteatro para acomodar melhor os alunos.
Em relação ao uso das tendas, a secretária adjunta Keila Aparecida esclareceu que esses espaços não são utilizados para aulas regulares, mas sim para atividades recreativas ou pedagógicas complementares.
O vereador Tiago Ursão (MDB) também questionou a Secretaria sobre a manutenção das unidades escolares. Em resposta, o secretário Aldo Menezes informou que o município mantém contrato com uma empresa especializada e que 15 escolas da rede municipal devem ser atendidas por esse serviço.





