Nelson Caetano de Lima Neto, de 37 anos, foi morto a tiros em uma casa no Jardim Arujá. Preso desde dezembro de 2025, Uelton de Souza Almeida mantém o mandato de vereador e está de licença sem remuneração.
O ex-secretário adjunto de Segurança de Arujá Uelton de Souza Almeida vai a júri em 15 de dezembro, acusado de matar o guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto na noite de 24 de dezembro de 2025. O julgamento está marcado para as 9h, no Fórum de Arujá, quase um ano após o crime.
Nelson tinha 37 anos e integrava a Guarda Civil Municipal de Mogi das Cruzes. Naquela noite, segundo relato de seu pai, ele havia sido convidado para um churrasco na casa da namorada, no Jardim Arujá. A mulher era ex-companheira de Uelton. Acionados para atender à ocorrência, guardas municipais de Arujá encontraram Nelson ferido a tiros na residência, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Uelton se entregou à polícia em 26 de dezembro, dois dias depois do crime. A Prefeitura o exonerou da Secretaria de Segurança e o suspendeu das funções de guarda civil municipal, seu cargo de origem. Em 22 de janeiro de 2026, a Justiça converteu a prisão temporária em preventiva.
A situação na Câmara
Eleito vereador pelo União Brasil, Uelton mantém o mandato. Em fevereiro, pediu licença sem remuneração por 180 dias para tratar de interesses particulares. Em agosto, ao fim do período inicial, solicitou a prorrogação por mais 180 dias.
O primeiro suplente, Betinho, chegou a assumir a cadeira, mas se licenciou para voltar ao comando da Secretaria Municipal de Esportes. Em 2 de março, a vaga passou ao segundo suplente, Moisés Chocolate.






