A Justiça Eleitoral aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral contra o prefeito de Igaratá, Gabriel Prianti, por suspeita de corrupção eleitoral. Com a decisão, o chefe do Executivo municipal passa a responder oficialmente a uma ação penal criminal. O processo decorre de investigações sobre um suposto esquema de compra de votos nas últimas eleições.
A decisão judicial eleva a gravidade do caso, transferindo as apurações, que até então ocorriam no âmbito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, para a esfera criminal. O Ministério Público encontrou indícios suficientes para a abertura da ação, baseando-se em relatos e depoimentos de pessoas que teriam sido beneficiadas pelo suposto esquema, caracterizando a captação ilícita de sufrágio.
O documento judicial também detalha o andamento das investigações em relação a outros envolvidos. Alguns suspeitos tiveram seus casos arquivados por falta de provas ou atipicidade da conduta. Outros, no entanto, firmaram um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público, comprometendo-se ao pagamento de prestação pecuniária e à prestação de depoimentos em juízo na condição de informantes, além de outras restrições.
A corrupção eleitoral é considerada crime grave, pois atinge a integridade do processo democrático e a igualdade entre os candidatos. O avanço das investigações em Igaratá demonstra o rigor da Justiça Eleitoral no combate a essas práticas.
A reportagem do Jornal Metrópole segue acompanhando os desdobramentos do caso e as próximas etapas do processo criminal. A Prefeitura de Igaratá não se manifestou oficialmente sobre a decisão até o fechamento desta edição.

Foto: Site Prefeitura de Igaratá





