Há 11 anos, o projeto social Nos Bastidores da Passarela da Vida encontrou na moda e na arte uma forma de acolher mulheres que enfrentam ou enfrentaram o câncer. Idealizada pelo estilista e artista têxtil William Malagres, a iniciativa voluntária se tornou uma rede de apoio, com encontros e ações ao longo de todo o ano.
No sábado (24), o projeto realizou sua terceira apresentação em Arujá e participou pela segunda vez da Feira EcoFashion Arujá 2026. O desfile “A Arte que Cura” ganhou forma de encenação ao vivo, reunindo moda autoral, dança, pintura e histórias de vida.

Da estação de trem ao ateliê
A narrativa começou em uma estação de trem. As malas simbolizavam experiências, memórias e desafios que cada pessoa carrega. Depois, o cenário se transformou em um ateliê, onde o estilista assumiu o papel de pintor, guiado pela esperança. O rosa encontrou o verde, cor que representou a possibilidade de novos caminhos.

Na passarela, mulheres com trajetórias ligadas ao diagnóstico de câncer compartilharam, por meio da arte, muito mais do que sua relação com a doença. Pela primeira vez, uma criança também participou do desfile, em um dos momentos mais marcantes da apresentação.

Uma missão de vida
Para seu criador, essa é uma missão de vida: oferecer acolhimento, dar visibilidade a essas histórias e lembrar que a conscientização e o cuidado não devem se limitar ao Outubro Rosa.

A apresentação reuniu bailarinas, profissionais da beleza, equipe de bastidores e voluntários. O público também foi convidado a doar um litro de leite à Casa Rosa e Azul de Arujá. A divulgação da feira incluiu a ONG Raio de Sol, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Prefeitura de Arujá.
Mais do que um desfile de moda, um encontro entre arte, esperança e vidas que merecem ser celebradas.
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Fotos: Júlio Motta.





