sábado, julho 18, 2026
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OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO DIGITAL E O CONTROLE PARENTAL NA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Por Pablo Gomes

Hoje em dia é frequente que profissionais de tecnologia, em algum momento recebam um chamado de mães preocupadas, pedindo socorro para retomar o controle sobre os acessos dos filhos em celulares e aplicativos, após graves incidentes envolvendo exposição inadequada nas redes sociais. A cena infelizmente se repete em centenas de lares. Enquanto em Brasília o debate político se movimenta por novas leis após a repercussão nacional de casos graves de aliciamento e exposição, na prática do dia a dia pouco se orienta as famílias sobre como blindar os menores contra os perigos reais da internet.

O ambiente virtual esconde armadilhas perigosas. Plataformas que parecem inofensivas ou voltadas para o público jovem, a começar pelo Discord, amplamente utilizado para conversas em grupo e jogos, além de redes sociais tradicionais, tornaram-se o terreno favorito de pessoas mal-intencionadas. Criminosos se passam por amigos para obter imagens íntimas, praticar extorsão emocional e expor crianças e adolescentes a situações traumáticas. Na nossa região do Alto Tietê, episódios recentes de aliciamento virtual e compartilhamento indevido de conteúdos sensíveis envolvendo menores acenderam o alerta de conselhos tutelares e forças de segurança, escancarando a urgência de uma vigilância ativa dentro de casa.

Para auxiliar os pais nessa missão, a tecnologia oferece ferramentas importantes de monitoramento, conhecidas como controle parental. Entre as opções gratuitas mais acessadas, o Google Family Link destaca-se por entregar um conjunto robusto de funções sem custo: ele permite definir limites diários de tempo de tela, bloquear aplicativos específicos, gerenciar a aprovação de downloads e rastrear a localização exata das crianças em tempo real diretamente pelo aparelho dos responsáveis.

Por outro lado, para quem busca um nível superior de restrição e vigilância, aplicativos pagos como o Kroha Parental Control surgem como alternativas altamente eficientes por um custo acessível. O Kroha oferece recursos avançados que vão muito além do básico, permitindo ouvir sons ao redor da criança, capturar a tela do celular para ver o que a criança está fazendo, capturar a imagem da câmera, o monitoramento do histórico de conversas nos principais aplicativos de mensagens, a visualização das últimas fotos salvas na galeria do dispositivo e até mesmo a útil função de tirar o celular do modo silencioso remotamente para garantir que a chamada dos pais seja atendida. Além disso, o sistema conta com bloqueio rigoroso de sites impróprios e controle diversos. Ambos os aplicativos podem ser encontrados facilmente com uma busca na internet, bem como diversos tutoriais explicativos no Youtube sobre como fazer a configuração no aparelho da criança e do responsável.

Apesar da alta eficiência dessas tecnologias, especialistas e profissionais da área reforçam que nenhum aplicativo substitui o papel humano. As ferramentas digitais são barreiras importantes, mas o diálogo franco, a proximidade, a parceria e o acompanhamento diário continuam sendo a melhor estratégia para o desenvolvimento saudável. Precisamos falar abertamente sobre esses riscos com nossos filhos, orientar com paciência, prevenir danos irreversíveis e construir, passo a passo, adultos mais conscientes e seguros no desafiador mundo digital.

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