A Vigilância Sanitária de Suzano interditou, nesta quinta-feira (15/01), uma clínica terapêutica que operava de forma irregular no Jardim Brasil, no distrito de Palmeiras. A operação foi motivada por denúncias recebidas pela Ouvidoria Municipal e contou com o suporte da Guarda Civil Municipal (GCM) e de equipes do 1º Distrito Policial. Durante a fiscalização, foram identificadas falhas graves que comprometiam a segurança e a dignidade dos residentes.
Os agentes constataram condições sanitárias insatisfatórias e problemas severos na administração de medicamentos. De acordo com o órgão, muitos prontuários médicos estavam incompletos ou inexistentes, impossibilitando o acompanhamento do histórico clínico dos acolhidos. Além disso, os representantes do local não conseguiram apresentar documentos básicos que comprovassem a regularidade da instituição ou esclarecer dúvidas sobre a gestão administrativa.
A infraestrutura do imóvel também foi alvo de críticas técnicas. A vistoria apontou precariedade no piso, no forro e no mobiliário, com camas em mau estado de conservação. Os banheiros não atendiam às normas vigentes e apresentavam falta de chuveiros adequados para o uso dos internos. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Carmen Lucia Lorente, as irregularidades colocavam em risco direto a integridade das pessoas em situação de vulnerabilidade, o que tornou a interdição imediata a única medida cabível.
A clínica alegou estar em um processo de transição de responsabilidade legal, mas a justificativa não foi aceita pela fiscalização, que ressaltou que mudanças na gestão não isentam o estabelecimento do cumprimento das normas de saúde e segurança. Diante do cenário, foi estabelecido um prazo de dez dias para que todos os residentes sejam removidos do local e encaminhados às suas famílias ou a unidades de acolhimento adequadas, com a devida comprovação ao poder público.
O secretário municipal de Saúde, Diego Ferreira, enfatizou que o município tem intensificado as fiscalizações em clínicas para garantir que ofereçam condições mínimas de higiene e cuidado profissional. Ele destacou que a atuação conjunta entre a Vigilância, a GCM e a Polícia Civil foi essencial para a eficácia da ação e reforçou a importância das denúncias feitas pela população através dos canais oficiais da prefeitura para coibir práticas abusivas no setor de saúde e assistência social.
Crédito das fotos: Divulgação/Secop Suzano





