O esporte amador brasileiro sustenta toda a pirâmide esportiva do país, sendo a base necessária para que o alto rendimento e as seleções existam. No entanto, o setor enfrenta o desafio de ser a área menos valorizada e financiada, com políticas públicas que costumam focar no resultado final e não no processo de formação de novos talentos.
O gestor esportivo Frederico Mitooka destaca que o atual sistema de investimentos prioriza quem já atingiu o topo, ignorando professores, pais e academias que financiam e mantêm a base com recursos limitados. Essa estrutura gera um funil que interrompe carreiras por falta de estrutura, e não por falta de talento.
A análise aponta que tratar o esporte amador como política pública essencial é um investimento direto em educação, saúde, segurança e cidadania. Para que o pódio deixe de ser uma exceção e se torne consequência de um sistema eficiente, é necessário que a gestão pública e os investimentos olhem além das medalhas e fortaleçam os fundamentos do esporte nacional.
Frederico Mitooka é gestor esportivo, graduado em Educação Física e Comunicação Social, com pós-graduação em Ciências Políticas e especialização em Gestão Pública.





