O prefeito de Santa Isabel, Carlos Chinchilla, sancionou nesta quarta-feira (8) a Lei nº 3.344/2026, que institui oficialmente o cavalo como o mascote oficial do município. A nova legislação, de autoria do vereador Osvaldo Pimenta de Almeida Junior, foi publicada no Diário Oficial e define o animal como símbolo representativo da cultura local, das tradições rurais e das festividades populares da cidade.
A sanção do projeto ocorre em um momento de forte debate nas redes sociais sobre as reais prioridades da administração municipal e da Câmara de Vereadores. A população tem questionado o foco em medidas de caráter simbólico enquanto o município enfrenta problemas estruturais considerados graves. Atualmente, Santa Isabel está sob decreto de situação de emergência devido aos danos provocados pelas chuvas dos últimos meses.
Entre as principais queixas dos munícipes estão as condições precárias de estradas em diversos bairros, o avanço do mato alto em áreas públicas e a existência de obras paradas. Para muitos moradores, o esforço dos legisladores e do Poder Executivo deveria estar concentrado na resolução desses problemas urgentes que impactam diretamente a qualidade de vida da comunidade.
Outro ponto de discórdia envolve o setor de turismo. Membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e representantes do setor apontam a falta de diálogo prévio por parte dos parlamentares antes da oficialização do mascote. O setor alega que, embora seja o principal interessado em símbolos que promovam a identidade turística do município, não foi consultado para contribuir com a decisão.
As críticas também atingem a postura da prefeitura em suas redes sociais oficiais. Parte da população questiona o tom das publicações, frequentemente voltadas a tendências e coreografias de internet, argumentando que a comunicação institucional deveria priorizar informações sobre serviços essenciais e soluções para os problemas da cidade.
O texto da nova lei especifica que a instituição do mascote possui caráter exclusivamente simbólico e cultural, não criando obrigações imediatas de despesas ou novos programas administrativos. A legislação prevê ainda que o Executivo poderá, futuramente, promover concursos para a elaboração da identidade visual do mascote oficial.





