O Jornal Metrópole recebeu recentemente queixas de pacientes e acompanhantes sobre a assistência prestada na Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel. Os relatos focavam na qualidade da alimentação, no desconforto térmico das enfermarias e na temperatura da água. Diante disso, nossa reportagem averiguou os fatos junto à administração da entidade, que apresentou esclarecimentos e protocolos internos seguidos pela instituição.
Em relação à alimentação, a Santa Casa informou que todas as refeições seguem protocolos de nutrição hospitalar. As dietas são supervisionadas por especialistas, atendendo às necessidades clínicas individuais de cada paciente. A instituição explicou que as dietas podem ter caráter restritivo ou pastoso por razões de segurança médica, o que as diferencia de uma alimentação comum. O hospital possui serviço próprio de nutrição, alinhado à RDC 216/2004 da Anvisa, garantindo higiene e controle de temperatura. O nutricionista Dr. João Henrique Caraça reforçou que a dieta é parte do tratamento terapêutico. Refeições para acompanhantes são oferecidas como cortesia no refeitório, seguindo horários organizados para segurança alimentar.
Quanto ao calor nos quartos, a Santa Casa explicou que as janelas garantem ventilação natural, mas o uso de ventiladores é proibido por normas sanitárias para evitar a dispersão de microrganismos. Para resolver a questão, o hospital informou que está em processo de reformas para instalar sistemas de ar-condicionado onde for permitido pela Vigilância Sanitária. Sobre o aquecimento da água, a administração esclareceu que os chuveiros possuem controle manual e que os banhos podem ser assistidos pela equipe de enfermagem para ajustes de temperatura sempre que solicitado.
Sobre a exigência de assinaturas para as refeições, a Santa Casa justificou que a medida é um controle interno para o planejamento da produção, visando evitar desperdícios e garantir que o benefício seja usado por acompanhantes autorizados. A instituição reafirmou o compromisso com a humanização do atendimento e a transparência com a população isabelense.





