Nesta terça-feira (20), é celebrado o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, data que busca chamar a atenção da população para uma doença que avança de forma silenciosa, compromete a resistência dos ossos e aumenta significativamente o risco de fraturas. A condição pode afetar diretamente a mobilidade e a qualidade de vida de quem é diagnosticado, especialmente entre os moradores mais idosos das cidades do Alto Tietê.
A osteoporose se caracteriza pela perda progressiva de densidade e resistência óssea. Um dos principais desafios no combate à doença é justamente sua falta de sintomas nas fases iniciais — por isso, muitas pessoas só descobrem que têm o problema depois de sofrerem uma fratura, muitas vezes em situações corriqueiras do dia a dia.
Apesar de ser mais comum entre idosos e mulheres no período pós-menopausa, a doença não escolhe idade ou gênero: homens e pessoas mais jovens também podem ser diagnosticados com osteoporose, o que reforça a importância de que a atenção à saúde óssea não fique restrita a um único grupo da população.
Segundo dados da Biblioteca Virtual em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de brasileiros convivem atualmente com a osteoporose. No entanto, apenas uma parte desse total tem conhecimento do próprio diagnóstico, o que indica uma subnotificação relevante e reforça a necessidade de ampliar o acesso a exames e avaliações médicas, inclusive na rede pública de saúde das cidades da região.
A boa notícia é que a prevenção é possível e passa, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis no cotidiano. Uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, aliada à prática regular de atividades físicas, está entre as principais recomendações para fortalecer os ossos ao longo da vida. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também contribui diretamente para a saúde óssea.
Outro ponto de atenção, especialmente para famílias com idosos em casa, é a prevenção de quedas, um dos principais fatores de risco para fraturas decorrentes da osteoporose. Pequenos cuidados no ambiente doméstico, como manter espaços bem iluminados e livres de obstáculos, podem fazer diferença na segurança do dia a dia.
O acompanhamento profissional também é apontado como etapa essencial no enfrentamento da doença. Pessoas que apresentem fatores de risco, histórico de fraturas ou dúvidas relacionadas à saúde dos ossos devem procurar uma unidade de saúde para passar por avaliação médica. A indicação de exames específicos e de eventual tratamento deve sempre partir de profissionais habilitados, conforme a necessidade de cada caso.
A mensagem central da data é de que cuidar da saúde óssea está diretamente ligado à manutenção da autonomia, da mobilidade e do bem-estar ao longo de toda a vida. Informação e prevenção seguem sendo as principais ferramentas para reduzir complicações decorrentes da osteoporose e garantir mais qualidade de vida à população.





