quinta-feira, abril 2, 2026
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DENÚNCIAS DE IRREGULARIDADES EM CONTRATAÇÕES DE IGARATÁ MOTIVAM ABERTURA DE CEI NA CÂMARA

Na última quarta-feira, uma entrevista concedida a um podcast local trouxe à tona graves denúncias envolvendo a administração municipal de Igaratá. O ex-assessor do prefeito, Renan Lobo, expôs uma série de supostas irregularidades em procedimentos de contratações públicas que, agora, estão sob a mira do Poder Legislativo. O centro das atenções é a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito, a CEI, junto à Câmara de Vereadores de Igaratá para apurar detalhadamente os gastos realizados pela prefeitura em setores como transporte escolar e organização de eventos.

Uma das denúncias mais impactantes apresentadas por Renan Lobo refere-se ao pagamento de 638 mil reais destinados à empresa de transporte Costa Vale, que presta serviços no município. Segundo o relato, o valor teria sido pago para cobrir os custos de 49 viagens de estudantes que teriam ocorrido nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. No entanto, o ex-assessor pontuou que este período coincide com o recesso escolar, o que levanta a suspeita de que os serviços de transporte nunca foram efetivamente prestados. Além da dúvida sobre a execução do serviço, a denúncia aponta um possível superfaturamento. Caso as viagens tivessem ocorrido, o custo unitário de cada uma ultrapassaria os 13 mil reais, valor considerado muito acima dos padrões de mercado para esse tipo de deslocamento.

Outro ponto crítico detalhado durante a entrevista envolve o método utilizado pelo prefeito de Igaratá, Gabriel Prianti, para a contratação de serviços destinados às festas e eventos realizados na cidade. Segundo o denunciante, a prefeitura estaria utilizando o chamado fracionamento de contratações para burlar a obrigatoriedade da realização de licitações. A legislação atual permite a dispensa de licitação para contratos com valores abaixo de 65 mil reais. A denúncia sustenta que a administração divide as despesas de um mesmo evento em partes menores, como palco, banheiros químicos, iluminação e segurança, de forma que cada item fique abaixo do teto legal, permitindo a contratação direta sem concorrência pública.

O trabalho dos vereadores terá como foco principal a análise documental e a verificação da prestação real dos serviços. Caso as irregularidades sejam comprovadas ao final dos trabalhos da comissão, os parlamentares poderão encaminhar um pedido oficial de cassação do mandato do prefeito Gabriel Prianti. Além disso, os relatórios da investigação serão enviados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado para que as providências judiciais e administrativas sejam tomadas, visando o ressarcimento dos cofres públicos e a responsabilização dos envolvidos.

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