segunda-feira, março 23, 2026
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CAVALO COMO MASCOTE OFICIAL GERA POLÊMICA E DEBATE SOBRE PRIORIDADES EM SANTA ISABEL

A Câmara Municipal de Santa Isabel aprovou, em sessão realizada nesta semana, o projeto de lei que institui o cavalo como o mascote oficial do município. A proposta, de autoria do vereador Osvaldo Junior (Podemos), tem caráter simbólico e busca exaltar a herança cultural da cidade, ligada às raízes rurais, ao tropeirismo, ao agronegócio e a eventos como rodeios e cavalgadas.

A decisão, no entanto, abriu uma divergência de opiniões na cidade. De um lado, defensores do projeto acreditam que o animal representa fielmente a história local e atividades importantes como a equoterapia. De outro, profissionais do setor de turismo, ex-membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e moradores questionam a falta de um processo participativo e a real representatividade do símbolo.

Especialistas da área turística argumentam que a escolha de um mascote deveria ser precedida por estudos técnicos e consultas públicas, envolvendo o trade turístico, escolas e a comunidade. O argumento é que Santa Isabel possui uma identidade diversificada, com forte presença de turismo náutico, esportes de aventura e trilhas, que não teriam sido considerados em uma escolha isolada do legislativo. Para esses críticos, o processo ignorou o papel consultivo e deliberativo do Comtur.

A reação popular nas redes sociais também trouxe à tona um debate sobre as prioridades da administração pública. Muitos moradores aproveitaram o tema para cobrar soluções para problemas de infraestrutura, como o estado precário das estradas rurais que tem prejudicado o transporte escolar e o tráfego em diversos bairros. A falta de leis mais rígidas contra maus-tratos e o abandono de animais nas vias públicas também foram citados como pontos de incoerência na criação do mascote.

Entre as manifestações dos munícipes, surgiram cobranças diretas ao Poder Executivo. Alguns cidadãos defendem que o prefeito deveria intervir no processo para garantir que a população fosse ouvida. “Se o prefeito fosse bom, ele vetava e abria uma discussão com a população”, afirmou um morador, sintetizando o desejo de parte da comunidade por uma construção mais coletiva da identidade municipal.

O projeto estabelece que o Poder Executivo deverá agora definir as ações para a implementação do mascote, o que pode incluir um concurso cultural para a criação da identidade visual. Enquanto isso, a discussão na cidade permanece dividida entre a valorização da tradição rural e a demanda por uma gestão voltada a problemas mais urgentes da infraestrutura urbana e rural.

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