A Prefeitura de Itaquaquecetuba tem intensificado, desde 2021, uma série de obras estruturantes voltadas à prevenção de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra em diferentes bairros da cidade. As intervenções incluem canalização de córregos, construção de muros de contenção, obras de drenagem e recapeamento, além de ações de monitoramento e manutenção que funcionam durante todo o ano, e não apenas no período mais crítico das chuvas.
Entre as obras já concluídas está a canalização e drenagem do córrego Goió, no bairro Estação, ponto que historicamente registrava transbordamentos durante temporais. No Marengo, a prefeitura implantou uma estrutura de contenção às margens do córrego Jaguari, com muro de gabião para evitar o rompimento das margens.
Já no Piratininga, a canalização do córrego Ribeirão da Silva avançou por cerca de 400 metros, acompanhada da revitalização das margens, recapeamento asfáltico, construção de calçada e de uma pista de caminhada para os moradores da região.
No bairro Louzada, foi erguido um muro de contenção para recuperar uma área que vinha sendo afetada por deslizamentos de terra. Já no Jardim Nossa Senhora d’Ajuda, a administração executou um talude com o objetivo de reduzir riscos de erosão e movimentação do solo. A avenida Ítalo Adami também está recebendo obras de drenagem e recapeamento.
Para este ano, a prefeitura incluiu no planejamento novas intervenções no Jardim Karine, no Piratininga, no Marengo e no Louzada, além de uma obra de contenção na rua San Genaro, no Residencial Califórnia.
O secretário de Obras e Infraestrutura de Itaquaquecetuba, Rodrigo Nascimento, afirmou que a prevenção depende de planejamento contínuo. “Estamos atuando em diferentes frentes: fazemos obras de drenagem e canalização, construímos contenções, desassoreamos córregos, reforçamos o monitoramento das áreas de risco e planejamos a cidade para enfrentar eventos climáticos cada vez mais intensos”, disse o secretário.
Além das obras pontuais, o município executa o Plano de Micro e Macrodrenagem, que trata o escoamento de água da cidade como um sistema integrado, e não como intervenções isoladas. A manutenção permanente da rede de drenagem inclui o desassoreamento de 22 córregos, a substituição de tampas de bueiros, além de serviços de varrição e capinação pelas equipes de zeladoria.
A cidade conta ainda com 22 ecopontos para descarte de resíduos e mantém ações de fiscalização realizadas pela guarda ambiental, voltadas a coibir práticas que agravam o entupimento de córregos e bocas de lobo, como o descarte irregular de lixo e entulho.
O trabalho de obras é complementado pela Defesa Civil do município, responsável pelo monitoramento constante das áreas consideradas de risco. Em 2025, o órgão atualizou o Plano de Contingência da Operação Verão, documento que orienta as ações emergenciais durante o período de chuvas mais intensas.
Em outra frente, o governo do Estado de São Paulo realizou o desassoreamento de um trecho de 7 quilômetros do rio Tietê, obra que abrange os bairros Jardim Fiorelo, Vila Sônia, Maria Augusta e Vila Japão, áreas historicamente impactadas pela cheia do rio.
Apesar do avanço das obras, os problemas de enchentes e deslizamentos enfrentados por moradores de Itaquaquecetuba não são recentes, e a dimensão das ocorrências exige mais do que respostas emergenciais por parte da administração municipal.
O prefeito Eduardo Boigues reforçou que a prefeitura está fazendo sua parte, mas defendeu a participação de outras esferas de governo para resolver definitivamente o problema. “Para enfrentar definitivamente as causas dos alagamentos, é fundamental que os governos estadual e federal também assumam sua responsabilidade destinando recursos e apoio técnico para obras estruturantes de drenagem, saneamento, habitação e recuperação das áreas atingidas”, declarou o prefeito.
Segundo a prefeitura, desde 2021 já foram entregues pelo menos 320 obras em Itaquaquecetuba, distribuídas entre as áreas de asfalto, saúde, educação, lazer, meio ambiente e segurança.





