sábado, janeiro 10, 2026
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INSTALAÇÃO DE RADAR NA ESTRADA DO MONTE NEGRO GERA REVOLTA E SUSPEITA DE “INDÚSTRIA DA MULTA”

A instalação de um novo radar de velocidade na Estrada Benedito Rodrigues Cardoso, conhecida como Estrada do Monte Negro, tornou-se o principal tema de debates e reclamações entre os moradores de Santa Isabel nesta semana. O equipamento, configurado para o limite de 30 km/h, foi posicionado na altura da entrada do Recanto Alpina, em um ponto que tem sido duramente criticado pela falta de visibilidade e sinalização adequada.

O Jornal Metrópole esteve no local e constatou que o radar foi instalado logo após uma curva acentuada. Além da localização estratégica para o flagrante, o dispositivo está parcialmente oculto por vegetação, o que dificulta a visualização antecipada pelos motoristas. Outro ponto crítico é a ausência de sinalização vertical progressiva ao longo da via; a única placa indicando os 30 km/h está posicionada muito próxima ao radar, não oferecendo tempo hábil para a redução segura da velocidade em uma estrada que, em seus demais trechos, não apresenta sinalização clara de limite.

Nas redes sociais, a reação da população foi imediata e predominantemente negativa. Centenas de comentários em postagens no Facebook classificam a iniciativa como uma estratégia de arrecadação da prefeitura, a popular “indústria da multa”. Moradores questionam o critério técnico para estabelecer um limite tão baixo (30 km/h) em uma estrada de acesso, sem que haja, por exemplo, a presença de uma escola ou área de grande circulação de pedestres que justifique tal medida.

O Jornal Metrópole enviou uma série de questionamentos oficiais à Prefeitura de Santa Isabel, solicitando o estudo técnico que embasou a escolha do local e da velocidade, além de perguntar sobre a manutenção da visibilidade do equipamento, conforme exige a Resolução 798/2020 do CONTRAN. No entanto, até o fechamento desta matéria, a administração municipal não enviou nenhuma resposta aos questionamentos.

O silêncio da prefeitura aumenta a sensação de insegurança jurídica entre os condutores, que agora trafegam pela Estrada do Monte Negro sob o temor de sanções em um trecho onde a Secretaria de Trânsito parece priorizar a punição em detrimento da educação e da segurança viária.

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