Moradores de diferentes bairros de Santa Isabel têm registrado uma série de denúncias sobre o estado de abandono da zeladoria urbana e da infraestrutura municipal. Os relatos, que chegam acompanhados de vídeos e fotos, apontam para uma situação crítica que afeta desde a segurança viária até os espaços de lazer destinados às crianças.
No bairro Aralú, a situação é descrita pela comunidade como um estado de calamidade. As principais vias de acesso, como a Estrada do Cantagalo e a Avenida Criolan, apresentam valetas profundas e buracos que dificultam ou impedem o tráfego de veículos de passeio. Diante da ausência de manutenção oficial, moradores com idades entre 57 e 75 anos foram flagrados utilizando enxadas e pás para tentar nivelar as vias e desviar a água da chuva, realizando de forma manual um trabalho que exigiria maquinário pesado.
Além dos problemas nas estradas, o Aralú enfrenta a falta de iluminação pública em diversos pontos desde o mês de outubro. Segundo os moradores, as solicitações para troca de lâmpadas não são atendidas pelos canais oficiais. Árvores caídas também bloqueiam partes das vias há meses sem que a remoção seja providenciada pela administração.
O descaso também se estende ao Jardim das Acácias. A única quadra poliesportiva do bairro encontra-se em estágio avançado de deterioração, com o piso de concreto rachado, pintura desgastada e cercada por mato alto. Uma estrutura de apoio no local está visivelmente abandonada e cercada por vegetação densa, oferecendo riscos à saúde e segurança das crianças que, por falta de opção, continuam utilizando o espaço para o lazer.
O Jornal Metrópole entrou em contato com a Prefeitura de Santa Isabel, enviando os questionamentos sobre o cronograma de manutenção das estradas, a regularização da iluminação e a revitalização das áreas de lazer mencionadas. A reportagem também indagou sobre a aplicação dos recursos do contrato de zeladoria urbana vigente diante do cenário de precariedade relatado simultaneamente em diferentes regiões. Até o fechamento desta edição, a administração municipal não enviou nenhuma resposta aos pontos levantados.
Foto: Bruno Ultramari




