A Delegacia de Polícia de Arujá registrou, neste domingo (08/02), uma ocorrência de natureza grave envolvendo quatro adolescentes, com idades entre 12 e 14 anos, e um vigilante que atuava nas dependências do Bosque do Jardim Real. O homem foi preso em flagrante sob acusação de importunação sexual.
Segundo o registro policial e relatos dos responsáveis, o profissional abordou os jovens no interior do bosque e fez propostas de cunho sexual, oferecendo dinheiro em troca de atos libidinosos. Após os adolescentes recusarem a aproximação e deixarem o local, o vigilante teria arremessado a bicicleta de um dos jovens para fora da área do parque.
Ao tomarem conhecimento do fato, os pais dos adolescentes foram ao local para questionar o funcionário. Durante a discussão, o vigilante sacou uma faca e golpeou o pai de uma das vítimas. O homem foi atingido no braço e nas costas, mas conseguiu desarmar o agressor com o auxílio de populares até a chegada da Guarda Civil Municipal (GCM).
O pai ferido foi encaminhado ao Pronto Atendimento do Centro, onde recebeu cuidados médicos. O vigilante também passou por atendimento médico devido a ferimentos ocorridos durante a contenção e foi conduzido à Delegacia de Arujá, permanecendo à disposição da Justiça após ser submetido à audiência de custódia.
Em nota oficial, a Prefeitura de Arujá informou que tomou ciência do caso e aguarda a apuração dos fatos para tomar as providências cabíveis, ressaltando que o profissional pertence a uma empresa terceirizada e que não tolerará posturas incompatíveis com a função. A administração municipal notificou a empresa para reforçar a orientação e o controle disciplinar de seus colaboradores.
A prefeitura destacou ainda que o município dispõe do COGESCOL e do serviço de Escuta Especializada para acolher crianças e adolescentes vítimas de violência, garantindo atendimento técnico e humanizado para evitar a revitimização. Quanto à fiscalização, a gestão reforçou que a Guarda Municipal está à disposição para atendimento imediato e que denúncias podem ser feitas pelo canal eletrônico “e-Ouve”, inclusive de forma anônima. O caso segue sob investigação da autoridade policial competente.





