A Câmara Municipal de Santa Isabel realizou, na última terça-feira, a primeira sessão ordinária de 2026. O retorno das atividades legislativas foi marcado por críticas severas à prestação de serviços públicos, com destaque para as falhas na zeladoria urbana e denúncias sobre a qualidade da água fornecida pela Sabesp.
No campo da zeladoria, o serviço da empresa Libertar Comercial e Serviço Limitada, que já foi pauta de investigações deste jornal, foi duramente questionado. A vereadora Bruna Pati relatou episódios de baixa produtividade, afirmando ter flagrado equipes com cinco funcionários onde apenas um trabalhava efetivamente. A parlamentar também exibiu registros de escorpiões em áreas como o CDHU e Ouro Fino, relacionando o surgimento dos animais peçonhentos ao mato alto. Diante da gravidade, o vereador Márcio Pinho sugeriu a convocação oficial do Secretário de Serviços, Kadu Barbosa, para prestar esclarecimentos em plenário.
Outro tema central foi o serviço prestado pela Sabesp. Bruna Patti informou o encaminhamento de uma ação junto ao Ministério Público após receber diversos relatos de munícipes que alegam ter sofrido mal-estar e problemas de saúde após o consumo da água da rede pública. Os vereadores cobraram que o município realize laudos técnicos mensais e independentes para fiscalizar a potabilidade da água, sem depender exclusivamente das análises da própria concessionária.
A sessão contou ainda com a presença do prefeito, que utilizou a tribuna para justificar o decreto de estado de emergência (nº 7.581) após os estragos causados pelo temporal do último dia 1º de fevereiro. O chefe do Executivo também sinalizou a necessidade de debater um empréstimo para obras de infraestrutura, alegando que o orçamento atual é insuficiente para as demandas de reparo da cidade.





