{"id":7111,"date":"2023-03-09T06:40:26","date_gmt":"2023-03-09T09:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/?p=7111"},"modified":"2023-03-09T06:40:26","modified_gmt":"2023-03-09T09:40:26","slug":"a-cada-4-delegados-de-policia-no-estado-de-sao-paulo-1-e-mulher-revela-sindpesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/a-cada-4-delegados-de-policia-no-estado-de-sao-paulo-1-e-mulher-revela-sindpesp\/","title":{"rendered":"A cada 4 delegados de Pol\u00edcia no Estado de S\u00e3o Paulo, 1 \u00e9 mulher, revela Sindpesp"},"content":{"rendered":"<p>Levantamento tamb\u00e9m aponta que, do total de policiais civis paulistas em fun\u00e7\u00f5es diversas, a cada 3 homens, 1 \u00e9 mulher<\/p>\n<p>Atualmente, a Pol\u00edcia Civil do Estado de S\u00e3o Paulo tem em seus quadros 29.769 profissionais, sendo 2.559 delegados na ativa. Deste n\u00famero, 2.061 s\u00e3o homens e 498 s\u00e3o mulheres, ou seja, a cada 4 delegados homens, uma \u00e9 mulher. Os dados s\u00e3o do Sindicato dos Delegados de Pol\u00edcia do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindpesp). Apesar das conquistas femininas numa carreira (a de delegado) que foi tipicamente masculina no passado, a realidade mostra que h\u00e1 muito espa\u00e7o ainda a ser ocupado para uma maior representatividade e igualdade.<\/p>\n<p>Exemplo disso \u00e9 que, das 498 delegadas bandeirantes na ativa, apenas 17 est\u00e3o na classe especial &#8211; o topo da carreira. S\u00e3o 180 delegadas de primeira classe no estado de S\u00e3o Paulo; 225, na segunda; e 72, na terceira. Apenas delegadas de classe especial e com atua\u00e7\u00e3o em cargos diretivos podem tomar assento no Conselho da Pol\u00edcia Civil (CPC) &#8211; \u00f3rg\u00e3o consultivo do delegado-geral, de alto escal\u00e3o e que tem a miss\u00e3o de propor importantes medidas e normas que envolvem a carreira policial:<\/p>\n<p>\u201cHoje, temos 4 delegadas neste Conselho. \u00c9 um avan\u00e7o, se considerarmos que, por muitos anos, n\u00e3o havia nenhuma. S\u00e3o delegadas que est\u00e3o \u00e0 frente da Acadepol (Academia da Pol\u00edcia Civil), do DHPP (Departamento de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa), da Corregedoria e no Gabinete do delegado-geral\u201d, detalha a presidente em exerc\u00edcio do Sindpesp, M\u00e1rcia Gomes.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rcia, o cen\u00e1rio na Pol\u00edcia Civil espelha a realidade das mulheres brasileiras, que s\u00e3o maioria da popula\u00e7\u00e3o, t\u00eam conquistado mais espa\u00e7os nas mais diferentes profiss\u00f5es, mas ainda s\u00e3o minoria nos altos escal\u00f5es, na administra\u00e7\u00e3o superior, seja na iniciativa privada, ou na carreira p\u00fablica:<\/p>\n<p>\u201cA mulher precisa ter seu valor reconhecido e ser respeitada em todas as esferas da sociedade. Por outro lado, quando analisamos friamente os n\u00fameros que temos, dentro e fora da Pol\u00edcia Civil, percebemos que ainda h\u00e1 um longo caminho pela frente. Comemoramos as conquistas, \u00e9 claro, mas ainda h\u00e1 muito o que desbravar\u201d, considera a sindicalista.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o da linha de frente do Sindpesp tem l\u00f3gica. Dos 29.769 policiais civis paulistas, 21.836 s\u00e3o homens e 7.843 s\u00e3o mulheres, ou seja, a cada 3 policiais homens, h\u00e1 1 mulher. Destas, excetuando as delegadas, s\u00e3o 7.843 na ativa em fun\u00e7\u00f5es diversas, como escriv\u00e3s (2.112), investigadoras (1.008), agentes de telecomunica\u00e7\u00f5es (612), peritas criminais (465), agentes policiais (461) e setoristas administrativas (1.006). Refor\u00e7am as equipes papiloscopistas e auxiliares; fot\u00f3grafas e desenhistas t\u00e9cnico-policial; auxiliares de necropsia; atendentes de necrot\u00e9rio policial; e m\u00e9dico-legistas:<\/p>\n<p>\u201cTemos de reconhecer que, mesmo num ambiente ainda predominante masculino, a Pol\u00edcia Civil, na vanguarda das institui\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica, proporciona oportunidade para a mulher demonstrar o seu talento, sua sensibilidade e seu profissionalismo na investiga\u00e7\u00e3o criminal e na Pol\u00edcia Judici\u00e1ria. Um contingente feminino se dedica, todos os dias, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o paulista, nas mais diversas especialidades. As policiais enfrentam os mesmos riscos que os homens, lidam com a viol\u00eancia e s\u00e3o expostas ao perigo\u201d.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia lembra ainda, que, n\u00e3o somente no dia a dia em Delegacias e nos plant\u00f5es que as mulheres v\u00eam avan\u00e7ando sobre o territ\u00f3rio masculino. Isso tamb\u00e9m acontece \u00e0 frente de entidades de classe. O maior exemplo \u00e9 o pr\u00f3prio Sindpesp, que tem pouco mais de 30 anos de exist\u00eancia:<\/p>\n<p>\u201cO sindicato, como entidade representativa dos delegados de Pol\u00edcia, em sua hist\u00f3ria recente, elegeu a primeira presidente, a delegada Raquel Gallinatti, por dois mandatos consecutivos e, na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o, deu vit\u00f3ria \u00e0 uma chapa encabe\u00e7ada por mulheres\u201d, destacou M\u00e1rcia, que concorreu como vice da presidente eleita, a delegada Jacqueline Valadares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento tamb\u00e9m aponta que, do total de policiais civis paulistas em fun\u00e7\u00f5es diversas, a cada 3 homens, 1 \u00e9 mulher Atualmente, a Pol\u00edcia Civil do Estado de S\u00e3o Paulo tem em seus quadros 29.769 profissionais, sendo 2.559 delegados na ativa. 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