{"id":6065,"date":"2023-02-03T15:08:33","date_gmt":"2023-02-03T18:08:33","guid":{"rendered":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/?p=6065"},"modified":"2023-02-03T15:08:33","modified_gmt":"2023-02-03T18:08:33","slug":"amazonia-garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-subiu-1-217-em-35-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/amazonia-garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-subiu-1-217-em-35-anos\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: garimpo ilegal em terras ind\u00edgenas subiu 1.217% em 35 anos"},"content":{"rendered":"<p>A minera\u00e7\u00e3o ilegal em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Legal aumentou 1.217% nos \u00faltimos 35 anos. De 1985 para 2020, a \u00e1rea atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) para 102,16 km\u00b2.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1508011&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1508011&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com um estudo elaborado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos Estados Unidos, quase todo o garimpo ilegal (95%) fica em apenas tr\u00eas terras ind\u00edgenas: a Kayap\u00f3, a Munduruku e a Yanomami. Os resultados do trabalho foram publicados na revista\u00a0<em>Remote Sensing<\/em>.<\/p>\n<p>Para identificar as regi\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, os pesquisadores aproveitaram dados fornecidos pelo Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas). O MapBiomas re\u00fane imagens obtidas por sat\u00e9lites, com resolu\u00e7\u00e3o espacial de 30 metros.<\/p>\n<p>Uma das limita\u00e7\u00f5es da ferramenta, por\u00e9m, \u00e9 que, embora haja precis\u00e3o para distinguir \u00e1reas de floresta de per\u00edmetros de minera\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o serve para reconhecer, por exemplo, uma regi\u00e3o menor, em que o garimpo acontece. Pelo sistema, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apontar balsas usadas pelos garimpeiros. Por essa raz\u00e3o, os pesquisadores ressaltam que o resultado pode estar subestimado e que talvez a \u00e1rea afetada seja ainda mais extensa.<\/p>\n<h2>Prefer\u00eancia pelo ouro<\/h2>\n<p>A pesquisa destaca ainda que, em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Legal, os garimpeiros buscam ouro (99,5%) e estanho (0,5%). A explora\u00e7\u00e3o se d\u00e1 mais fortemente no territ\u00f3rio dos kayap\u00f3, que tamb\u00e9m convivem com o avan\u00e7o de madeireiros e da siderurgia. Nesse caso, estima-se que, em 2020, a \u00e1rea ocupada pelos garimpeiros era de 77,1 km\u00b2, quase 1.000% a mais que o registrado em 1985 \u2013 7,2 km\u00b2.<\/p>\n<p>Na Terra Ind\u00edgena Munduruku, a atividade mineradora intensificou-se a partir de 2016, saltando de 4,6 km\u00b2 para 15,6 km\u00b2, em apenas cinco anos. O mesmo se repetiu em solo yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km\u00b2 em 2016 e subiu para 4,2 km\u00b2 em 2010.<\/p>\n<p>Os autores do estudo destacam que, em 2018, os yanomami viram a minera\u00e7\u00e3o ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 2 km\u00b2 e que, desde aquele ano, o aumento da ilegalidade gerou mais invas\u00f5es e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p>Conforme alerta o p\u00f3s-doutorando Guilherme Augusto Verola Mataveli, da Divis\u00e3o de Observa\u00e7\u00e3o da Terra e Geoinform\u00e1tica do Inpe, o que geralmente ocorre na minera\u00e7\u00e3o praticada na Amaz\u00f4nia Legal, incluindo nas terras ind\u00edgenas, \u00e9 que o desmatamento precede o garimpo. Ou seja, sinais de desmatamento da floresta podem servir de indicativo para a a\u00e7\u00e3o de autoridades contra o garimpo ilegal.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minera\u00e7\u00e3o ilegal em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Legal aumentou 1.217% nos \u00faltimos 35 anos. De 1985 para 2020, a \u00e1rea atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) para 102,16 km\u00b2. 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