{"id":27021,"date":"2025-09-02T11:51:14","date_gmt":"2025-09-02T14:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/?p=27021"},"modified":"2025-09-02T11:51:14","modified_gmt":"2025-09-02T14:51:14","slug":"morre-mino-carta-fundador-das-revistas-veja-e-carta-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/morre-mino-carta-fundador-das-revistas-veja-e-carta-capital\/","title":{"rendered":"Morre Mino Carta, fundador das revistas Veja e Carta Capital"},"content":{"rendered":"<div class=\"header-noticia full-width\">\n<div class=\"linha-fina-noticia\">Aos 91 anos, ele lamentava a submiss\u00e3o da profiss\u00e3o \u00e0s redes sociais<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container-autoria\"><\/div>\n<div>\n<p><strong>Morreu nesta ter\u00e7a-feira (2), em S\u00e3o Paulo, o jornalista Mino Carta, aos 91 anos. Fundador e diretor de reda\u00e7\u00e3o da revista\u00a0<em>Carta Capital<\/em>, o profissional marcou a hist\u00f3ria do jornalismo no Brasil. Ele lutava contra problemas de sa\u00fade, \u201ccom idas e vindas ao hospital\u201d, segundo informou a publica\u00e7\u00e3o que liderava.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1656741&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1656741&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Mino come\u00e7ou a carreira na revista\u00a0<em>Quatro Rodas<\/em>, da editora Abril, especializada em autom\u00f3veis, \u201cmesmo sem saber dirigir nem diferenciar um Volkswagen de uma Mercedes, como se orgulhava de dizer\u201d, contou a\u00a0<em>Carta Capital<\/em>.<\/p>\n<p><strong>O jornalista \u00edtalo-brasileiro, nascido em G\u00eanova, veio ao Brasil ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra Mundial, aos 13 anos. Mino dirigiu e lan\u00e7ou a revista\u00a0<em>Veja<\/em>, em 1968, a revista\u00a0<em>Isto\u00c9<\/em>, em 1976, e a\u00a0<em>Carta Capital<\/em>, em 1994.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<em>Carta Capital<\/em>\u00a0\u00e9 uma revista conhecida por manter uma vis\u00e3o mais \u201cprogressista\u201d dos acontecimentos, em contraste com as publica\u00e7\u00f5es de tom mais \u201cconservador\u201d ou \u201cliberal\u201d. A publica\u00e7\u00e3o se prop\u00f5e a ser \u201cmaior refer\u00eancia em jornalismo progressista no Brasil, em qualquer plataforma\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>O profissional ainda esteve \u00e0 frente da equipe fundadora do\u00a0<em>Jornal da Tarde<\/em>, em 1966, e do\u00a0<em>Jornal da Rep\u00fablica<\/em>, em 1979. Nesse \u00faltimo, fundado em parceria com o jornalista Claudio Abramo, Mino tentou aproveitar a abertura pol\u00edtica iniciada pela ditadura militar, mas o projeto n\u00e3o vingou por quest\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas. Segundo Mino, o\u00a0<em>Jornal da Rep\u00fablica<\/em>\u00a0&#8220;sofria a oposi\u00e7\u00e3o dos jornal\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>Em uma rede social, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva disse que recebeu \u201ccom muita tristeza\u201d a morte do \u201cmeu amigo Mino Carta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm meio ao autoritarismo do regime militar, as publica\u00e7\u00f5es que dirigia denunciavam o abuso dos poderosos e traziam a voz daqueles que clamavam pela liberdade\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/x.com\/LulaOficial\/status\/1962854441939333131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">disse Lula<\/a>.<\/p>\n<h2>Redes sociais<\/h2>\n<p><strong>Em entrevista recente ao jornalista Lira Neto no contexto da publica\u00e7\u00e3o do livro do Lira\u00a0<em>Mem\u00f3ria do Jornalismo Brasileiro Contempor\u00e2neo<\/em><\/strong>,<a href=\"https:\/\/iree.org.br\/cmb\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Mino-Carta-v3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Mino Carta faz dura cr\u00edtica \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o do jornalismo profissional \u00e0 din\u00e2mica das redes sociais controladas pelas\u00a0<em>big techs<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Para ele, a internet limitou o jornalismo e passou a pautar os jornais. \u201cEm lugar de praticar um jornalismo realmente ativo, na busca corajosa pela verdade, a imprensa est\u00e1 sendo engolida e escravizada pelas novas m\u00eddias. Veja a trag\u00e9dia do celular. Com ele, o homem emburrece, n\u00e3o progride\u201d.<\/p>\n<p><strong>Carta era um cr\u00edtico do jornalismo empresarial, chamada de \u201cgrande m\u00eddia\u201d, e reconhecia que a independ\u00eancia editorial tinha pre\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs revistas s\u00e3o, essencialmente, sustentadas por publicidade. Eu poderia estar muito rico, ter me vendido de v\u00e1rias maneiras. A \u00fanica coisa que tenho na vida \u00e9 esse apartamento que estou tentando vender, porque n\u00e3o tenho mais dinheiro\u201d, revelou.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Futuro do Brasil<\/h2>\n<p>Mino Carta, ainda na entrevista a Lira Neto, afirmou que nem o Brasil, nem o jornalismo brasileiro, teriam alguma perspectiva futura de melhoria.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Este pa\u00eds n\u00e3o tem sa\u00edda, gra\u00e7as aos que o governaram e \u00e0 perman\u00eancia de um pensamento medieval representado pela Casa-Grande\u201d, vaticinou.<\/strong><\/p>\n<p>Casa-Grande refere-se a uma elite escravocrata que colonizou o Brasil a partir de 1.500 por meio da escraviza\u00e7\u00e3o de africanos e da usurpa\u00e7\u00e3o das terras dos povos ind\u00edgenas, que tamb\u00e9m foram escravizados. O termo foi imortalizado pelo soci\u00f3logo pernambucano Gilberto Freire em sua obra\u00a0<em>Casa Grande e Senzala<\/em>\u00a0que pretendeu explicar a forma\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 91 anos, ele lamentava a submiss\u00e3o da profiss\u00e3o \u00e0s redes sociais Morreu nesta ter\u00e7a-feira (2), em S\u00e3o Paulo, o jornalista Mino Carta, aos 91 anos. Fundador e diretor de reda\u00e7\u00e3o da revista\u00a0Carta Capital, o profissional marcou a hist\u00f3ria do jornalismo no Brasil. 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