{"id":11201,"date":"2023-07-24T14:39:31","date_gmt":"2023-07-24T17:39:31","guid":{"rendered":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/?p=11201"},"modified":"2023-07-24T14:39:31","modified_gmt":"2023-07-24T17:39:31","slug":"professora-e-ex-alunos-escrevem-cartas-para-o-futuro-e-se-reencontram-10-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jm-metropole.com.br\/site\/professora-e-ex-alunos-escrevem-cartas-para-o-futuro-e-se-reencontram-10-anos-depois\/","title":{"rendered":"Professora e ex-alunos escrevem cartas para o futuro e se reencontram 10 anos depois \u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria de amor, um encontro de almas. Dez anos, ou cerca de 3.500 dias, foi o tempo que levou para a professora Juliane Dias Cardoso Margalho Pires reencontrar um grupo de jovens guarulhenses, ex-alunos para os quais lecionou em 2013, quando atuava com as turmas do ensino fundamental na EPG Euclides da Cunha.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2013 professora e alunos escreveram cartinhas para o futuro, contando como e onde gostariam de estar em dez anos, e foi assim que surgiu a ideia de marcar um encontro para o ano de 2023. No in\u00edcio\u00a0de julho\u00a0Juliane e seus alunos cumpriram antiga promessa, feita quando a turma estava no 4\u00ba ano, e quebraram o jejum de abra\u00e7os e carinhos em um encontro que aconteceu em uma pizzaria no Jardim Fortaleza.<\/p>\n<p>Entre rimas e poesias, a alfabetiza\u00e7\u00e3o<br \/>\nO encontro foi repleto de surpresas. A maior, por\u00e9m, impactou Juliane em sua pr\u00e1tica como alfabetizadora da turma no 1\u00ba ano do ensino fundamental, etapa crucial para que as crian\u00e7as aprendam a ler e a escrever. Dois dos alunos, Diego Macedo Santos e Cayo Rian,\u00a0hoje\u00a0com 19 anos, tornaram-se poetas e s\u00e3o participantes da The King of Forta, batalha de rimas que acontece aos s\u00e1bados na quadra principal do Jardim Fortaleza.<br \/>\nCayo revelou que foi Juliane a grande respons\u00e1vel por ele\u00a0ter\u00a0se tornado um poeta. \u201cEla me inspirou a escrever, ler e rimar, e por isso sou interessado nos assuntos do governo, gosto de estar por dentro do que est\u00e1 acontecendo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Durante o encontro Diego tamb\u00e9m dedicou uma rima certeira \u00e0 professora, o que mexeu demais com as emo\u00e7\u00f5es da docente. \u201cA cada texto, a cada escrita, ela estava l\u00e1 para me ajudar, dava umas dicas. Eu fui o primeiro aluno da turma a aprender a escrever e isso me deu ainda mais motiva\u00e7\u00e3o. Ela foi a primeira professora, aquela que me incentivou bastante a ler, a escrever e a\u00a0ter\u00a0foco e dedica\u00e7\u00e3o\u201d, contou Diego, emocionado.<\/p>\n<p>V\u00ednculo com as fam\u00edlias dos alunos<br \/>\nApaixonada pela alfabetiza\u00e7\u00e3o, Juliane acredita que a escola \u00e9 um lugar com potencial de transformar o mundo. Ela conta que aprendeu que, quando o professor trabalha feliz, essa felicidade reverbera em outros aspectos de sua vida, tanto profissional quanto pessoal.<br \/>\n\u201cUm dos motivos que fez com que gost\u00e1ssemos muito da professora Juliane era a forma como ela nos tratava, o cuidado, as brincadeiras, o respeito e a seriedade. Ela chamou nossa aten\u00e7\u00e3o para as atividades diferentes, os passeios, as pesquisas, as aulas que aconteciam fora da sala, os torneios de desenhos. Ela sempre tornou a aula muito interessante e isso despertava nossa curiosidade\u201d, contou a ex-aluna Kamily Ara\u00fajo, 19.<\/p>\n<p>Kamily lembra tamb\u00e9m que todas as atividades propostas pela professora despertavam conhecimentos que agora na vida adulta percebe o quanto foram e s\u00e3o importantes.<br \/>\nJuliane contou que sua hist\u00f3ria com a turma do 1\u00ba ano come\u00e7ou em 2010, como muitas das hist\u00f3rias t\u00eam in\u00edcio. Como o v\u00ednculo entre professora e alunos foi muito forte, as aprendizagens e o desenvolvimento da turma foram sempre muito marcantes.<br \/>\n\u201cEra uma turma do 1\u00ba ano, muito tranquila e com alunos bem-educados, interessados a tudo o que era proposto. Naquela \u00e9poca, e ainda\u00a0hoje, costumo fazer um projeto chamado Comunidade Leitora, no qual as fam\u00edlias s\u00e3o convidadas para momentos de leitura na escola\u201d, revela.<\/p>\n<p>Foi a partir da\u00ed que Juliane estabeleceu forte v\u00ednculo com as fam\u00edlias e, nos anos seguintes, ap\u00f3s a atribui\u00e7\u00e3o das turmas do 2\u00ba ano, teve a oportunidade de continuar com eles e com o projeto.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias continuavam a participar do projeto e visitar a escola para ler livros para os alunos. Com o apoio dos pais e da gest\u00e3o, Juliane e seus alunos visitaram uma s\u00e9rie de lugares, como o aqu\u00e1rio e o Zool\u00f3gico de S\u00e3o Paulo. Foram \u00e0 Caixa Cultural na pra\u00e7a da S\u00e9 e aproveitaram para visitar o centro hist\u00f3rico da capital, um lugar fascinante para todos. Eles tamb\u00e9m produziram muitos jogos e brincadeiras, cantaram e se divertiram.<\/p>\n<p>O reencontro<br \/>\nJ\u00falia Nascimento, 19, e sua amiga Kamily articularam o reencontro entre a professora e os alunos, fizeram um grupo do WhatsApp com toda a turma e por l\u00e1 combinaram. A jovem decidiu colocar o antigo plano em a\u00e7\u00e3o depois que ela e Juliane se encontraram por acaso, em uma lanchonete onde J\u00falia trabalhava.<\/p>\n<p>\u201cQuando criamos o grupo todo mundo ficou animado. Muitos se esfor\u00e7aram para comparecer, mas outros n\u00e3o conseguiram ir. Escolhemos uma pizzaria no nosso bairro para facilitar a locomo\u00e7\u00e3o de todos. A ideia era estar em um lugar onde pud\u00e9ssemos ficar mais \u00e0 vontade para conversar, como se fosse a casa da gente\u201d, contou J\u00falia. A jovem revelou ainda que ao final daquela noite eles voltaram para casa com o cora\u00e7\u00e3o quentinho e muito felizes pelo reencontro com a professora.<\/p>\n<p>No dia do reencontro Juliane percebeu que havia alunos que n\u00e3o via h\u00e1 mais\u00a0de dez\u00a0anos. Ela teve dificuldade de reconhecer prontamente um ou outro rosto, mas \u00e9 assertiva em dizer que o reencontro foi muito especial e resgatou a ess\u00eancia da amizade entre eles.<br \/>\n\u201cN\u00e3o sei como tudo aconteceu, foi algo espont\u00e2neo tanto de minha parte quanto da dos alunos e de suas fam\u00edlias. Sempre disse a eles que eles podiam ser o que quisessem desde que fossem honestos, dedicados e felizes\u201d.<\/p>\n<p>Juliane conta que, nos \u00faltimos anos, tem passado por novas aprendizagens e desafios com as turmas. Cantar, cativar, desenvolver projetos e superar os conflitos e desafios tem sido acalentador, uma pr\u00e1tica constante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria de amor, um encontro de almas. Dez anos, ou cerca de 3.500 dias, foi o tempo que levou para a professora Juliane Dias Cardoso Margalho Pires reencontrar um grupo de jovens guarulhenses, ex-alunos para os quais lecionou em 2013, quando atuava com as turmas do ensino fundamental na EPG Euclides da Cunha. 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