quarta-feira, julho 24, 2024
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Descaso do prefeito com o Hospital Pimentas: dois andares fechados por quase oito anos e tragédias

Inaugurado pelo presidente Lula em 2006, o Hospital Pimentas Bonsucesso, que atende a uma população superior a 500 mil pessoas, de Guarulhos e outras cidades da região, sofre com o descaso da atual gestão municipal. Após quase sete anos e meio no comando da cidade, o prefeito Guti mantém fechados dois andares inteiros do hospital, que poderiam ser utilizados para garantir melhor atendimento para o público.

Criado para ser referência municipal e regional, o hospital têm déficit crônico de profissionais, problemas graves de manutenção e insuficiência permanente de equipamentos, insumos e medicamentos. “Falta praticamente tudo no hospital. E falta, acima de tudo, vontade política para tratar a população com respeito. Entre outras ações emergenciais, é preciso colocar em funcionamento os dois andares fechados, que não foram sequer inaugurados pelo prefeito, que já vai para oito anos no cargo”, critica o deputado federal Alencar Santana, que é o pré-candidato do PT a prefeito nas eleições de outubro.

“O próximo prefeito, seja ele quem for, tem que, trabalhar desde o primeiro dia para colocar em funcionamento esses dois andares, com profissionais na quantidade certa e estrutura adequada. Esse será o meu compromisso, caso a população me dê essa tarefa. O descaso do atual prefeito com o hospital chega a ser criminoso.”, diz Alencar.

Tragédia e superlotação – Há poucos dias, uma tragédia tripla chocou a população de Guarulhos. No início de abril, um senhor teve um infarto e foi atendido, com massagem cardíaca, no chão do hospital Pimentas. Não havia sequer uma maca para colocá-lo. O homem acabou falecendo e uma mulher grávida, que presenciou toda a cena, passou mal, sofreu uma parada cardíaca e também não resistiu, morrendo junto com a criança.

Na reportagem do Bom Dia SP que mostrou o caso, foi destacado que a superlotação do hospital não é uma questão nova. “Os funcionários aqui dizem que essa lotação se agravou sim com a dengue, mas que não vem de hoje, pelo contrário, que tem pelo menos um ano que o hospital está superlotado e vivendo situações muito difíceis”, disse a repórter.

Em 2021, durante a pandemia do coronavírus, funcionários e sindicatos já denunciaram a superlotação do hospital e falta de pessoal, equipamentos, remédios e insumos básicos. O prefeito Guti, porém, nada fez até hoje.

Guarulhos, além dos inúmeros casos de corrupção na saúde, inclusive com suspeitas de contratos repassados ao PCC, foi uma das cinco cidades do Brasil com maior índice de mortalidade durante a pandemia. E foi uma das cidades mais lentas do estado de São Paulo a vacinar a sua população, ficando entre os três piores municípios entre os 645 do estado.

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